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Sintomas físicos da ansiedade: Por que o corpo dói e o coração dispara?

  • Foto do escritor: Isabela Sanψos
    Isabela Sanψos
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura


Você já sentiu o coração acelerar do nada, como se tivesse acabado de correr uma maratona, mesmo estando sentado no sofá? Ou quem sabe uma falta de ar que faz você conferir se a janela está aberta, tentando buscar um fôlego que parece não vir?


Se isso acontece com você, saiba: seu corpo não está quebrado. Ele está tentando te proteger, mas o alarme está sensível demais.



A ciência por trás do susto


Como psicóloga, mas também como alguém que já atravessou um Burnout e crises intensas de ansiedade, eu sei o quanto esses sinais assustam. A sensação é de que algo grave está acontecendo com a nossa saúde física.

Na verdade, o que ocorre é uma descarga de adrenalina e cortisol. Seu cérebro identifica uma "ameaça" (que pode ser um pensamento, um prazo no trabalho ou uma lembrança) e prepara você para lutar ou fugir.



Os sinais mais comuns (e os menos óbvios) da ansiedade:


A ansiedade é sistêmica. Além dos clássicos que já mencionamos, ela pode se manifestar como:


  • Parestesia (Formigamentos): Sensação de dormência nas mãos, pés ou rosto.

  • Tensão Global: Dores de cabeça tensionais (sensação de "capacete" apertando) e bruxismo/dor na mandíbula.

  • Alterações Sensoriais: Hipersensibilidade a ruídos, luz ou sensação de "visão de túnel".

  • Impacto Vestibular: Tonturas psicogênicas, sensação de que o chão está afundando ou instabilidade ao caminhar.

  • Sintomas Urinários e Intestinais: Necessidade frequente de ir ao banheiro (o corpo tentando "eliminar peso" para a fuga).



Por que o medo dos sintomas piora a ansiedade?


Aqui entra o ciclo que trabalhamos nas sessões: você sente o sintoma, fica com medo dele, e esse medo gera mais adrenalina, que gera mais sintomas. É o chamado "medo do medo".


Em nossa jornada terapêutica, utilizamos uma abordagem integrativa e experiencial. Não ficamos apenas na conversa intelectual. Eu convido você a notar onde a ansiedade mora no seu corpo agora, acolhendo essa sensação sem o desespero de expulsá-la. Quando aprendemos a "sentir o corpo" com segurança, o cérebro entende que o perigo passou.



O perigo do alerta constante: Quando a ansiedade vira doença física


Muitos pacientes me perguntam: "Dra., se eu não tratar isso, meu corpo vai adoecer de verdade?". A resposta honesta e responsável é: o estresse crônico cobra um preço.


Quando vivemos em um estado de "luta ou fuga" prolongado, o corpo fica inundado por cortisol. Se esse ciclo não é interrompido pela regulação emocional, a ansiedade pode evoluir ou agravar condições como:


  1. Doenças Psicossomáticas Gastrointestinais: Gastrites nervosas, refluxo e a Síndrome do Intestino Irritável (SII).

  2. Comprometimento Imunológico: Você começa a ficar doente com frequência (gripes, herpes, infecções) porque sua imunidade é "sequestrada" pelo estresse.

  3. Saúde Cardiovascular: A longo prazo, a hipertensão e a arritmia podem ser agravadas pela sobrecarga constante do sistema nervoso.

  4. Dores Crônicas: A tensão muscular contínua pode evoluir para quadros de fibromialgia ou dores na coluna que não cedem com remédios comuns.


O meu papel como sua terapeuta: O foco do nosso trabalho integrativo é justamente interromper essa cascata. Ao usarmos técnicas experienciais e de mindfulness, ensinamos ao seu sistema nervoso que ele pode "desarmar" o alarme. Tratar a ansiedade hoje é, acima de tudo, medicina preventiva para o seu corpo amanhã.



💡 Minha Dica de Percepção para Você hoje:


Quando sentir o coração acelerar ou a respiração encurtar, experimente fazer o seguinte:


  1. Não lute contra: Diga mentalmente: "Meu corpo está acelerado porque está tentando me proteger. Eu estou em segurança."

  2. O toque que acalma: Coloque uma mão sobre o peito e outra sobre a barriga. Sinta o calor das suas mãos.

  3. Foco nos pés: Empurre o chão com os calcanhares. Sinta a firmeza da terra debaixo de você. Isso ajuda o seu sistema nervoso a entender que você não está "flutuando" no perigo, mas está ancorado no presente.



Se você notar um sintoma novo, em vez de correr para o Google (que sempre sugere o pior cenário), faça o Scan Corporal: Feche os olhos por 1 minuto e apenas localize onde está a tensão. Dê um nome a ela: "Estou sentindo um nó no estômago". Dar nome à sensação reduz a reatividade do cérebro e impede que o sintoma escale para uma crise.



Você não precisa carregar esse peso sozinha. Se você sente que seu corpo vive em estado de alerta e quer aprender a regular essas emoções de forma mais leve e acolhedora, estou aqui para caminharmos juntas.


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